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01
jul
09

Transformers

transformers2_176Por um momento, por alguma razão, chegou-se a pensar que Michael Bay poderia dirigir algo que não fosse um típico filme de Michael Bay. Transformers: A Vingança dos Derrotados traz todo mundo de volta à realidade, na base da porrada. Com cinco minutos de filme já dá pra lembrar da inépcia do diretor de Pearl Harbor, A Ilha, Armageddon e do primeiro Transformers.Primeiro, quando a narração de Optimus Prime reitera tudo aquilo que já está dito na imagem: os Autobots colaboram com o exército dos EUA em regime de sigilo para impedir que os Decepticons voltem a ameaçar o planeta. Logo em seguida, revemos Sam (Shia LaBeouf), prestes a entrar na faculdade, prestando juras de amor a Mikaela (Megan Fox) – a câmera de Bay circulando o casal em traveling, vai e volta, close-up e música melosa, como se já fosse o clímax dramático do filme.

O fato é que Bay filma tudo como se fosse clímax, ao longo de 2 horas e 27 minutos de projeção.

Os cacoetes estão todos lá: o herói acenando para um jato em câmera lenta, a donzela em contraluz, a propaganda patriótica do arsenal do exército. Problemas do roteiro do primeiro filme, como as subtramas desconectadas (tinha os hackers e o ministro, tinha Sam, tinha os militares etc.), são remendados da pior forma: colocando todos os personagens numa trama só. Portanto, espere ver os parentes todos de Sam correndo das explosões em slo-mo. É a famosa “diversão para toda a família”.

 

transformers2_181Adicione aí mais uma dezena de robôs e… Bem, não dá pra dizer que os excessos de Transformers 2 são uma surpresa. De Michael Bay não se esperaria diferente. Ao fim da sessão para a impresa, o editor do Omelete Érico Borgo resumiu bem: “Parece que fui estuprado por um robô”. Um, não, vários. É o robot gang rape.

O que não deixa de ser interessante para apreciadores do trash e masoquistas em geral. A falta de autocrítica (ou de noção mesmo) dos envolvidos chega a ser encantadora. Num plano, por exemplo, os carros estão atravessando um deserto. No seguinte, a paisagem já muda para cabras e mato rasteiro. Corta, e eles voltam para o deserto. Corta, e eles voltam para o cenário do mato ralo. Por muito menos Ed Wood foi eleito o pior cineasta de todos os tempos.

Continuidade pra quê, afinal? O desapego que Michael Bay tem com qualquer convenção cinematográfica (ou geográfica) que não sejam as suas próprias, trabalhado ao longo de uma uníssona carreira, alcança seu ápice aqui. Lá pelo meio do filme, quando John Turturro já mostrou a bunda e conversou em árabe com o Umpa Lumpa da Fábrica de Chocolate, chego a cogitar que Transformers 2 alcançou uma espécie de perfeição farrelliana, uma epifania do banal, onde tudo trabalha a favor da transgressão da forma e do conteúdo.

Seria genial se fosse uma transgressão consciente, o que não parece ser o caso.

22
jun
09

Crepúsculo

crepusculoUma garota tem que se mudar para a casa do pai, com quem não mantém muito contato, após a mãe se casar novamente e cair na estrada. na nova cidadezinha, não demora a fazer amizades, mas nutre um interesse constante por um garoto misterioso, que faz parte de um grupinho mais fechado da escola. O interesse é correspondido, mas nem todos aprovam esta relação. Até aqui não passa de mais um romance teen igual a tantos outros que já assistimos, não fosse pelo fato de o rapaz em questão ser um vampiro.

Não é de hoje que os vampiros fascinam as pessoas com suas lendas obscuras e a maldição de beber sangue pela eternidade. Afinal, várias foram as histórias transportadas para a tela sobre eles e alguns chegaram a se tornar séries de TV. Mas não consigo entender o que há por trás do sucesso estrondoso de Crepúsculo (o filme já faturou tanto dinheiro que garantiu a continuação, que tem previsão para o final deste ano ou início do ano que vem).

O longa dirigido por Catherine Hardwicke (Aos treze e Os Reis de Dogtown) é baseado no best seller de Stephenie Meyer. São quatro livros (o último ainda não lançado no Brasil) que narram as dificuldades do romance quase impossível da mortal Isabella Swan (interpretada por Kristen Stewart) e o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson). Impossível porque, por mais que os vampiros da família Cullen tenham aprendido a sobreviver do sangue de animais, a jovem Bella apetece, em muito, a Edward. Mas nada que o amor não possa superar.

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Não poderei entrar nos detalhes da adaptação, porque não li nenhum dos livros. Mas fiquei surpresa quando uma prima me disse não poder esperar para conferir o filme, já que era profundamente apaixonada pelos livros, chegando a se debulhar em lágrimas em algumas cenas. Melodramas a parte, na tela parece que escalar um garoto muito bonito, com rosto sofisticado e olhar penetrante é o suficiente. Junte isso com uma protagonista meio sonsa está feito o sucesso (falando em protagonista sonso, sabia que já tinha visto essa garota em outro lugar. Kristen Stewart é a filha diabética de Jodie Foster em O quarto do pânico).

 Na verdade o que mais me incomodou foram as tentativas de modernizar os vampiros. Não que haja um manual a ser seguido, mas uma “família” de sugadores de sangue viver em uma cidade que está sempre nublada porque quando se expõe ao sol a sua pele reluz como diamante é um pouquinho demais. De qualquer forma, ao observar os inúmeros suspiros na saída do cinema (e não vou negar, um deve ter sido meu), vejo que Crepúsculo cumpre a sua função: fazer os espectadores desejarem que as criaturas da tela fossem reais para que pudessem ter um romance desses. 

22
jun
09

alice está de volta

 

alice

Fotos foram divulgadas sobre o filme de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas.  As imagens são do site The Tim Burton Collective, o filme vai misturar atores reais com animação.
 

Alice no País das Maravilhas é, ao lado de Frankenweenie, um dos dois projetos do diretor com o Walt Disney Studios que serão exibidos em 3D. Mia Wasikowska viverá Alice. Johnny Depp, Alan Rickman, Matt Lucas, Michael Sheen, Anne Hathaway, Crispin Glover, Christopher Lee e Eleanor Tomlinson também estão no elenco.

O filme estréia em 5 de março de 2010.

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10
jun
09

Dica da semana.

Como dicas de locação desta semana estão dois filmes.

jackJack - (1996) – Dirigido por ninguém menos que Francis Ford Coppola e protagonizado por Robin Williams, este filme mostra a infância (principalmente) de um garoto que nasceu com uma doença onde seu corpo cresce 4 vezes mais rápido que sua idade. Os acontecimentos principais do filme acontecem aos seus 10 anos, quando Jack aparenta ter 40. Diane Lane como mãe de Jack e Jennifer Lopez como uma professora.

forrest gumpForrest GumpO contador de histórias (1994) – O filme que já cansou de passar na sessão da tarde, mas continua sempre emocionando. Dirigido por Robert Zemeckis (Náufrago e De volta para o futuro), mostra a vida de um homem que com sua inocência e limitações por ter um QI abaixo da média conseguiu ser bem sucedido na vida, sempre atrás do seu amor de infância. Com Tom Hanks, Sally Field e Gary Sinise, recebeu 6 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator. Lembrando que quem assina o roteiro é Eric Roth, o mesmo roteirista de O curioso caso de Benjamin Button.

10
jun
09

Os Jetsons no cinema

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Você com certeza deve se lembrar daquela família do futuro, que possui carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletro-domésticos e de entretenimento e robôs como criados?


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É, estamos falando dos Os Jetsons, o desenho animado criado em 1962 pela Hanna Barbera. Os Jetsons mostra o cotidiano da família formada por George, Jane, Judy, Leroy, o cão Astro e a empregada robô Rose.
Mas dessa vez não é o desenho que entra em cena e sim o filme. Correm notícias que  o diretor Robert Rodriguez estaria conversando com a Warner Bros, para realizar o longa-metragem, que vai misturar computação gráfica e atores reais para adaptar a animação futurista.
Segundo a Variety, Os Jetsons será produzido por Denise DiNovi, que está atualmente buscando novos roteiristas para reescrever o texto de Dan Forman e Paul Foley, dupla que já está trabalhando em Scooby-Doo 3.
Em abril Robert Rodriguez disse que estava se preparando para rodar seus dois próximos filmes, Machete e Nerverackers. Se a agenda do diretor já não estivesse abarrotada o bastante, ele conta à MTV agora que Os Jetsons será rodado ano que vem.
A versão em live-action da série animada dos anos 60 já está nos planos de Rodriguez desde 2007. “Já venho desenvolvendo o filme já algum tempo. Estamos escrevendo o roteiro neste momento”, disse. Rodriguez não especificou se a produção começa no primeiro ou no segundo semestre de 2010. Cabe aos fãs agora esperar e conferir nos cinemas.

10
jun
09

O Curioso Caso de Benjamin Button

benjamimMark Twain uma vez disse que a vida seria infinitamente melhor se nascêssemos aos 80 e morrêssemos aos 18. Ele apenas esqueceu de nos contar as angústias e dificuldades que teríamos de enfrentar neste trajeto.
O filme O curioso caso de Benjamin Button de David Fincher (Seven e O clube da luta) relata este mesmo pensamento. Baseado em um conto de F. Scott Fitzgerald, mostra a vida de um homem que nasceu velho, com todos os sintomas de doenças de uma pessoa velha, e que rejuvenesce conforme os anos vão passando. Logo no início percebemos que a história de Benjamin (Brad Pitt) será contada através do seu diário, em posse de Daisy (Cate Blanchett), já em seu leito de morte. Ao ver essa senhora sofrendo tanto em sua cama de hospital, já podemos pensar em como é triste apenas esperar pela morte em um estado tão debilitado. Isso nos leva a refletimos em como seria bom poder passar por essa etapa ainda jovem. No caso de Benjamin, ele foi abandonado pelo pai, após sua mãe morrer no seu parto, na porta de um asilo. Lá, o bebê todo enrugado e quase cego pela catarata é acolhido pela empregada, crescendo em meio aos velhinhos que ali moravam. Ele é apenas um velho pequeno aos olhos de muitos, até que conhece a pequena Daisy, que vê nele nada além de um garoto.
Mas o fato de Benjamin ficar com a aparência mais jovem com o passar do tempo o obriga a ver todos os seus amigos e pessoas queridas a partirem. Como Cate Blanchette disse em uma entrevista “o grande serial killer deste filme é o tempo, que eventualmente vai nos pegar a todos”. Talvez as lições de amor, de apego e carinho soasse um tanto piegas nas mãos de outro diretor. Mas Fincher soube nos transportar de maneira poética para esta história extraordinária. Talvez o tom de perda seja tratado de maneira tão delicada e emotiva pela própria experiência do diretor, que perdeu seu pai pouco antes de fazer o filme.
As atuações são muito boas. Principalmente de Brad Pitt, que é muito melhor como uma velha criança que como um velho jovem. A cada passagem de tempo da vida de Benjamin a câmera dá um longo close em seu rosto, para que possamos perceber as sutis (ou nem tanto) modificações que seu corpo está sofrendo. Muito merecidas todas as 13 indicações que o filme recebeu ao Oscar deste ano, mas acabou levando apenas prêmios técnicos, como Melhor Maquiagem, Efeito Especiais e Direção de Arte. Mas acredito que gostei tanto do filme mais por não esperar absolutamente nada dele. E é assim que muitas vezes devemos apreciar nossas idas ao cinema, despidos de conceitos e nos deixar envolver pela história que nos está sendo contada. Sensível, emotivo, que talvez tenha errado um pouco a mão no final, mas não chega a prejudicar a lembrança do filme. Destaque para a participação de Tilda Swinton e para o capitão do cargueiro que Benjamin trabalha.
Por Carol Souza



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